Radar de Inovação
InventárioEdição 01/2026

Do inventário manual ao inventário inteligente

Radar de Inovação Operacional — Edição 1 de 2026

Wallison Gonçalves 20 de agosto de 2026 5 min de leitura
Do inventário manual ao inventário inteligente

Em 2026, a GM Assessoria transformou o inventário industrial em uma operação digital, integrada e orientada por dados. O Timeon conecta campo, gestão, governança, relatórios e inteligência artificial em uma única plataforma, ampliando a rastreabilidade, a segurança e a velocidade das decisões.

Uma nova etapa para os inventários industriais

O inventário industrial sempre exigiu precisão, disciplina e capacidade de resposta. Durante muito tempo, porém, contagens, planilhas, controles, evidências e resultados permaneceram distribuídos entre diferentes arquivos, pessoas e etapas do processo.

Além de aumentar o esforço operacional, essa fragmentação dificultava a rastreabilidade e tornava a tomada de decisão mais lenta.

Em 2026, a GM Assessoria avançou de forma decisiva na transformação desse cenário. Com o Timeon Inventário, o processo deixou de ser apenas digitalizado e passou a funcionar como uma operação integrada, acompanhada em tempo real e orientada por dados.

Esta primeira edição do Radar de Inovação Operacional apresenta uma retrospectiva das 22 entregas que redesenharam o campo, os dados, a governança, os relatórios e a tomada de decisão ao longo do ano.

Do controle pulverizado à plataforma integrada

A primeira transformação foi reunir em uma única plataforma as etapas de criação, execução, acompanhamento e fechamento dos inventários.

A coleta passou a ser realizada diretamente em celulares e tablets, vinculada ao inventário e aos responsáveis pela execução.

O fluxo de contagem também ganhou estrutura. Primeira, segunda e terceira contagens passaram a seguir uma sequência controlada, com histórico, designação de usuários e rastreabilidade das divergências.

As recontagens podem ser distribuídas por técnico, posição, prioridade e inventário, além de serem ordenadas conforme a localização física dos materiais.

Na prática, o campo passou a trabalhar com mais organização, menor deslocamento e menos dependência de papel, planilhas e transcrições posteriores.

Mais inteligência para tratar divergências

O processo também evoluiu na forma de interpretar situações críticas.

A busca direta por NI trouxe mais agilidade para localizar materiais, enquanto os não localizados passaram a receber um tratamento específico, deixando de ficar misturados com outras divergências.

As regras de pendência foram aprimoradas para considerar a coleta efetivamente realizada, reduzindo falsas ocorrências. A unificação de unidades de medida passou a consolidar registros relacionados e melhorar a interpretação do saldo físico.

Com essas melhorias, a divergência deixou de ser apenas um número final e passou a carregar contexto operacional suficiente para direcionar a ação correta.

Segurança antes do lançamento no SAP

Uma das frentes mais sensíveis foi o tratamento das informações destinadas ao SAP.

O lançamento assistido passou a considerar lote, unidade de medida, posição, centro e NI, bloqueando situações ambíguas e reduzindo o risco de aplicação da quantidade em uma unidade incorreta.

Antes do lançamento, o diagnóstico de coleta passou a separar causas distintas, como ausência de coleta, material fora da base, correspondência ambígua ou pendência operacional.

Essa leitura mais detalhada aumenta a segurança da decisão e reduz intervenções posteriores.

Logs de ações, usuários, horários e alterações completam essa camada de governança, permitindo reconstruir decisões e acompanhar o histórico do processo.

Uma nova arquitetura para os dados gerenciais

O Dashboard Gerencial também foi redesenhado.

Em vez de depender da leitura contínua de dezenas de milhares de registros, a nova arquitetura trabalha com entidades de resumo pré-consolidadas. O processamento em lotes, com cursor persistente e capacidade de retomada, trouxe mais estabilidade para grandes volumes de informação.

A gestão passou a contar com duas leituras complementares:

Acuracidade Real: considera todo o escopo do inventário.

Acuracidade sobre Coletados: demonstra o desempenho dos itens efetivamente processados.

Essa separação evita que pendências sejam escondidas por uma única métrica.

Indicadores de qualidade de dados, auditoria, snapshot e integridade da Base SAP ampliam a confiança nas informações apresentadas. KPIs, comparativos por unidade, rankings, tendências e classificações críticas tornam a leitura mais clara para os gestores e aceleram a tomada de decisão.

Relatórios completos e uma única fonte de verdade

Os relatórios também passaram por uma transformação estrutural.

A operação recebeu um modelo visual padronizado, com resumo executivo, indicadores, acuracidade e gráficos comparáveis entre unidades.

Os documentos técnicos ganharam uma nova arquitetura paginada, capaz de apresentar tabelas completas e anexos sem cortes. As exportações em Excel passaram a percorrer toda a base, eliminando o risco de gerar relatórios limitados à página visível.

PDF, Excel, tela e e-mail agora utilizam um payload central de relatório. Isso significa que todas as saídas partem da mesma fonte e apresentam os mesmos números, fortalecendo a consistência, a auditabilidade e a confiança no fechamento.

Tecnologia e IA integradas ao processo

A inteligência artificial passa a atuar como uma camada de apoio à operação: organizando informações, qualificando análises, identificando padrões e ajudando a transformar grandes volumes de dados em direcionamentos mais claros.

O próximo estágio dessa jornada é a visão computacional, ainda em desenvolvimento, com potencial para apoiar a interpretação de imagens, a identificação de materiais e o mapeamento físico.

O objetivo não é substituir o conhecimento operacional, mas ampliar sua capacidade com novas formas de leitura e validação.

Pioneirismo no tratamento de dados de inventários industriais

Ao integrar coleta de campo, governança, dados gerenciais, relatórios e inteligência artificial em um único fluxo, a atuação da GM Assessoria por meio do Timeon Inventário consolida uma posição pioneira no tratamento de dados de inventários industriais.

Não se trata apenas de substituir planilhas por telas. Trata-se de construir uma nova forma de executar, interpretar e governar o inventário — com informação rastreável desde a origem e tecnologia aplicada ao processo real.

O Radar continua

Esta edição especial registra a evolução construída até aqui em 2026.

A partir de agora, cada atualização, melhoria ou inovação será documentada no Radar de Inovação Operacional e compartilhada como notícia em nosso site institucional.

As próximas edições apresentarão temas específicos, mostrando o problema que existia, a solução desenvolvida e o impacto gerado na operação.

Essa transformação é resultado do trabalho coletivo. O uso diário da plataforma, os feedbacks da equipe, as dificuldades identificadas em campo e as sugestões de melhoria são partes fundamentais dessa evolução.

Seguimos construindo uma nova era para os inventários industriais: mais digital, integrada, rastreável e inteligente.

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